sábado, 10 de abril de 2010

O humano e o natural

Sexta-feira passada (22/05/09) assistia à aula de direito penal, e o professor Leonir falava sobre a corrente naturalista, a qual entende a conduta em sua exterioridade, e considera tão somente a relação de causa e efeito ao analisar a ação humana. Sinceramente, me incomoda essa associação imediata que todos fazemos entre natural e exterior. Em um primeiro momento, até que soa sensato relacionarmos esse “naturalista” àquilo que é exterior ou apreendido pela causalidade. Com efeito, toda uma história das taxadas ciências naturais nos precede, e elas primam por observar a realidade exterior com o objetivo de postular leis. Todavia, não seria a subjetividade humana igualmente natural? Não seriam as construções humanas, tidas como artificiais, igualmente naturais?

Para mim, essa diferenciação entre natural e artificial, e entre ciências naturais e ciências humanas não faz sentido. Ainda naquela aula de sexta, o professor Leonir disse que os naturalistas desconsideram os valores na análise da conduta. Não seriam esses valores igualmente naturais? Afinal, o ser humano é produto de uma harmonia natural, e tudo aquilo que fazemos ou deixamos de fazer é fundado em um constante diálogo com a natureza. Da natureza viemos e para ela retornamos em cada momento, e não há como nos diferenciarmos dela.

Um comentário: